O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, também queria a troca de Fabiano Silva e, recentemente, teve uma áspera discussão com ele. O bate-boca começou quando Costa exigiu um plano de corte de gastos que incluía demissão de funcionários e enxugamento de agências no País. A situação ficou insustentável porque Silva, mais uma vez, discordou do chefe da Casa Civil.
Os Correios encerraram 2024 com um prejuízo de R$ 2,6 bilhões, valor quatro vezes maior do que o registrado no ano anterior, de R$ 597 milhões. Até então, o pior resultado da empresa havia sido em 2016, quando o rombo chegou a aproximadamente R$ 1,5 bilhão.
Integrante do Grupo Prerrogativas, que reúne advogados ligados ao PT, Silva atribuiu o prejuízo da empresa, no ano passado, à taxação de compras internacionais. O imposto de até US$ 50, criado para a importação de encomendas e conhecido como “taxa das blusinhas”, provocou consequências desastrosas para a estatal.
Desgastado e sob uma avalanche de críticas, Silva sempre disse que, somado a esse fator, o resultado dos Correios também sofria impacto, até hoje, da herança recebida do governo de Jair Bolsonaro.