O ano de 2026 começou com reajuste nos benefícios do INSS, refletindo diretamente no valor recebido por aposentados e pensionistas já nos primeiros pagamentos do ano. Quem recebe até um salário mínimo teve o benefício corrigido de acordo com o novo piso nacional, enquanto quem recebe acima do mínimo contou com atualização baseada na inflação acumulada do ano anterior.
Apesar do reajuste garantir a recomposição do poder de compra, o impacto prático no orçamento mensal segue limitado diante do aumento do custo de vida, especialmente com gastos recorrentes como alimentação, medicamentos e serviços básicos.
Esse cenário faz com que o 13º salário continue sendo um dos temas mais aguardados pelos beneficiários.
A expectativa para 2026 é que o 13º salário do INSS volte a ser pago no primeiro semestre, seguindo o modelo adotado nos últimos anos. A prática mais comum tem sido:
Primeira parcela: cerca de 50% do benefício, entre abril e maio
Segunda parcela: complemento do valor, entre maio e junho
A confirmação oficial do calendário costuma ocorrer no início do ano, por meio de ato do governo federal. Até lá, qualquer data divulgada fora desse período deve ser vista com cautela.
Com a aproximação do início do ano, cresce também a circulação de anúncios prometendo “13º liberado agora” ou “pagamento imediato do 13º”. Na prática, grande parte dessas ofertas não se refere ao pagamento oficial, mas sim a empréstimos consignados vendidos como se fossem antecipação.
O resultado é o aumento de descontos mensais no contracheque, comprometendo ainda mais a renda de aposentados e pensionistas ao longo do ano — inclusive quando o 13º verdadeiro é pago.
Mesmo com reajuste anual e pagamento do 13º, muitos beneficiários continuam enfrentando dificuldades financeiras. O principal motivo está na quantidade de descontos acumulados no contracheque, como:
Empréstimos consignados sucessivos
Cartões consignados (RMC e RCC)
Seguros embutidos
Associações e cobranças recorrentes
Quando isso acontece, o 13º salário acaba sendo absorvido por dívidas já existentes, sem gerar alívio financeiro real.
Mais do que esperar apenas pelo 13º, o que pode gerar impacto concreto na renda do aposentado é:
Revisar o contracheque com atenção
Identificar descontos desnecessários ou abusivos
Reduzir compromissos mensais que drenam o benefício
Recuperar poder de compra de forma permanente
Em muitos casos, a eliminação de um único desconto recorrente representa mais dinheiro ao longo do ano inteiro do que o próprio reajuste anual do INSS.
O ano de 2026 começa com benefícios reajustados, calendário organizado e expectativa positiva para a antecipação do 13º salário. Ainda assim, a realidade mostra que informação correta e planejamento financeiro continuam sendo decisivos para transformar esses valores em alívio real no orçamento.