A três dias do segundo turno das eleições, o aumento da incerteza eleitoral contaminou o apetite ao risco local e o Ibovespa (IBOV) teve mais um pregão negativo. A piora do humor global com a disparada dos preços do petróleo para o nível acima de US$ 110 por barril e a preocupação com IA também pressionaram.
Nesta quinta-feira (22), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 1,15%, aos 204.120,12 pontos.
Já o dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,0394, com alta de 0,23%.
Mais cedo, a PoderData/Aya apontou Flávio Bolsonaro (PL) com 51% das intenções de voto, considerando os votos válidos, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49% — tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 1,6 ponto percentual.
“Temos uma tensão eleitoral pré-segundo turno com candidatos muitos próximos nas pesquisas. Os dois, porém, ainda não mostraram ou falaram de um plano de contingência para controlar as contas públicas, que é uma das principais agendas para 2027. Com isso, o mercado aguarda e pune com queda da bolsa”, afirma Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital.
A ponta negativa do Ibovespa, porém, foi liderada por CSN (CSNA3), com queda de 5,43% (R$ 5,40). Já a ponta positiva do índice foi encabeçada por BB Seguridade (BBSE3), com alta de 2,05% (R$ 43,33).
Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta quinta-feira (22) sem direção única, com aumento das preocupações com gastos em infraestrutura de inteligência artificial (IA).
Confira o fechamento dos índices:
O Dow Jones inverteu o sinal para o tom positivo na reta final do pregão após a Casa Branca divulgar que o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para reduzir os custos de habitação.