Se a legislação passar a impor um teto entre 36 e 40 horas por semana, empresas terão de diminuir o número de plantões ou redistribuir as jornadas para evitar o excesso de carga horária.
Essa mudança pode levar à necessidade de novas contratações ou à criação de sistemas de rodízio mais complexos, garantindo a continuidade das atividades sem ultrapassar os limites legais.
Mesmo com as alterações, especialistas indicam que essas escalas não devem ser eliminadas, pois já são reconhecidas pela legislação trabalhista. No entanto, a forma como os plantões são organizados tende a mudar, com ajustes na frequência e no controle das horas trabalhadas.
O debate não se limita à escala tradicional de seis dias de trabalho e um de descanso.
A proposta pode provocar alterações diretas em jornadas diferenciadas, especialmente em setores que operam continuamente, como hospitais, segurança e transporte.
A principal mudança em discussão envolve a definição de um novo limite máximo de horas semanais, e não apenas a redução de dias trabalhados.Enquanto a PEC 8/25 (Proposta de Emenda à Constituição) sugere uma redução gradual para 36 horas semanais, um outro projeto de lei do governo federal defende a fixação em 40 horas. Caso alguma delas seja aprovada, alterariam completamente a rotina de quem cumpre o regime atual.