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Exame toxicológico da CNH: saiba quais drogas podem dar positivo

Publicado em 27, agosto, 2026
Notícias - 27, agosto, 2026

Cocaína, crack, anfetaminas, ecstasy e maconha estão entre as substâncias que podem ser identificadas no exame toxicológico exigido para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil.

O teste também pode detectar componentes presentes em medicamentos usados no tratamento da dor, como tramadolcodeína e morfina. Por isso, um resultado positivo precisa ser analisado de acordo com o histórico e a condição de saúde do condutor.

Em dezembro de 2025, o Congresso Nacional aprovou a obrigatoriedade do teste toxicológico para a emissão da primeira CNH nas categorias A e B. Com a mudança, candidatos à habilitação precisam apresentar resultado negativo em um exame capaz de identificar o uso das drogas.

Feito a partir de cabelo, pelos ou unhas, o exame possui uma janela de detecção mais longa do que testes realizados com sangue ou urina.

Quais drogas podem dar positivo?

Segundo o médico Raul Alejandro Paredes Manriquez, da área de Medicina do Tráfego, entre os grupos de substâncias pesquisados estão cocaína e seus derivados, como o crack; anfetaminas, incluindo o chamado “rebite” e o ecstasy (MDMA); canabinoides, relacionados à maconha, haxixe e skunk; além de opioides e opiáceos, como tramadol, codeína e morfina.

São grupos de substâncias relacionadas à cocaína, como o crack; anfetaminas como o rebite, ecstasy (MDMA); os canabinoides, relacionados à maconha, haxixe, skunk; e os opioides, que são medicamentos que usamos para a dor, como o tramadol e a codeína.

Raul Alejandro Paredes Manriquez, médico da área de Medicina do Tráfego

Confira as principais substâncias:

  • Cocaína e derivados, como o crack;
  • Anfetaminas, incluindo o chamado “rebite”;
  • MDMA, substância associada ao ecstasy;
  • Canabinoides, relacionados à maconha, haxixe e skunk;
  • Opioides e opiáceos, como tramadol, codeína e morfina.

De acordo com Raul, em sua prática médica, os resultados positivos aparecem com maior frequência entre os estimulantes, como anfetaminas e derivados, e as substâncias relacionadas à cannabis.

Vai depender do perfil da região que vamos encontrando. O que mais vejo na minha prática que vem como positivo é a anfetamina e derivados e a maconha- o THC.

Raul Alejandro Paredes Manriquez, médico da área de Medicina do Tráfego

THC e CBD podem aparecer separadamente

O exame também consegue diferenciar diferentes canabinoides presentes na amostra. Isso significa que componentes como THC e CBD podem aparecer separadamente no resultado.

A distinção ganhou importância com o uso de produtos derivados da cannabis para fins medicinais. Nesses casos, o resultado precisa ser interpretado considerando a finalidade e a forma de utilização da substância.

Medicamentos também podem aparecer no resultado

Um resultado positivo não significa necessariamente consumo recreativo de drogas. Alguns medicamentos utilizados para tratar dores contêm substâncias que podem ser identificadas

Geralmente os medicamentos têm relação com dor como os opioides ou por exemplo o Tramadol a morfina podem aparecer no teste e temos que entender o motivo dessa pessoa estar utilizando os medicamentos.

Raul Alejandro Paredes Manriquez, médico da área de Medicina do Tráfego

Nessas situações, o condutor pode precisar apresentar um laudo do médico responsável pelo tratamento, como ortopedista ou neurocirurgião, explicando a condição de saúde e a terapêutica adotada.

Por que cabelo, pelos e unhas são usados?

A coleta é feita nesses materiais porque eles possuem queratina, uma proteína que consegue manter determinadas substâncias por mais tempo.

Segundo o especialista, a análise do cabelo pode considerar uma janela de aproximadamente 90 dias, dependendo do segmento analisado. Já exames feitos com sangue ou urina estão mais relacionados a um consumo recente.

“A queratina acaba mantendo a substância por mais tempo. Uma avaliação no cabelo acaba durando mais ou menos 90 dias”, finaliza Raul.

Quais são as etapas do exame?

  • Agendamento e escolha do laboratório credenciado;
  • Coleta da amostra biológica;
  • Envio da amostra ao laboratório;
  • Análise laboratorial;
  • Emissão do laudo.